O ministro da Administração Interna determinou a abertura, pela Inspeção-Geral da Administração Interna, de um inquérito para apurar as circunstâncias em que ocorreu o acidente que envolveu cinco militares da GNR, disse à Lusa fonte do ministério.

Os cinco militares que sofreram queimaduras no incêndio de segunda-feira, no concelho de Mourão (Évora), pertencem à brigada helitransportada do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana.

O ministro Eduardo Cabrita quer saber em que circunstâncias ocorreu o acidente que feriu os miliares.

Dos cinco feridos, todos homens, três sofreram queimaduras consideradas “graves”, enquanto os outros dois “foram assistidos no local e não necessitaram de mais cuidados”, revelou na segunda-feira à Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Militares da GNR internados no Porto e Coimbra estão "estáveis" 

O militar da GNR queimado num incêndio no concelho de Mourão, distrito de Évora, e que foi transferido para o Hospital de S. João, no Porto, encontra-se “em estado grave, mas estável”, afirmou hoje fonte daquele hospital.

Numa resposta enviada à Lusa, a fonte do Hospital de S. João referiu ainda que o doente se encontra internado na unidade de queimados.

Já o militar da GNR que se encontra internado em Coimbra está clinicamente estável e com prognóstico reservado, disse o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

De acordo com a mesma fonte, “o GNR proveniente do incêndio de Mourão, de 39 anos, entrou no Serviço de Urgência do CHUC" e encontra-se internado na Unidade de Queimados.

“Tem queimaduras de 2.º e 3.º grau em cerca de 60% da superfície corporal. Está entubado e ventilado, clinicamente estável e com prognóstico reservado”, explicou.

Cinco militares da GNR ficaram feridos, com queimaduras, num incêndio rural que deflagrou na segunda-feira à tarde num monte no concelho de Mourão, sendo que três sofreram ferimentos “graves” e foram transportados para unidades hospitalares - Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital de S. João e Hospital de São José, em Lisboa (neste caso o militar tinha ido inicialmente para o Hospital de Évora).

Na segunda-feira, fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse à agência Lusa que os cinco militares da GNR feridos no fogo, com queimaduras, são todos homens, com idades entre os 30 e 39 anos.

Os militares pertencem à equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) sediada em Moura, no distrito de Beja, adiantou a presidente da Câmara de Mourão, Maria Clara Safara, acrescentando que estes militares integravam a equipa do meio aéreo que participava nas operações de combate ao fogo. Porém, não soube explicar como foram atingidos pelas chamas.

O incêndio deflagrou por volta das 16:30, no Monte do Canhão, lavrando numa área de pasto, tendo a autarca indicado à Lusa que as chamas deflagraram junto à fronteira com Espanha e mobilizaram meios portugueses e espanhóis.

O incêndio foi dominado pelas 19:00 de segunda-feira.

PR diz que está a acompanhar o estado dos GNR feridos

O Presidente da República afirmou que está a "acompanhar permanentemente" o estado de saúde dos militares da GNR feridos com gravidade no combate às chamas em Mourão.

"Estou a acompanhar permanentemente aquilo que se passa nos três centros muito competentes para tratamento de queimados", onde estão os três militares que ficaram feridos com gravidade no combate às chamas, disse hoje Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas em Castanheira de Pera, numa visita a concelhos afetados pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, de junho de 2017.

Questionado sobre a necessidade de investigar as circunstâncias em que os militares ficaram feridos, o Presidente da República referiu que "o mais importante, para já, é desejar a evolução favorável do estado de saúde, nomeadamente dos feridos mais graves".

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que esteve em contacto na segunda-feira à noite com as mulheres de dois dos três militares feridos com maior gravidade.

A presidente da Câmara de Mourão, Maria Clara Safara, precisou à Lusa que os militares da GNR feridos pertencem à equipa do GIPS sediada no vizinho concelho de Moura, no distrito de Beja, e integravam a equipa do meio aéreo que participava nas operações de combate às chamas. Porém, não soube explicar como foram atingidos pelas chamas.