Um incêndio que teve início de manhã, pelas 08:00, em zona florestal na Trofa, no distrito do Porto, e que estava "perfeitamente controlável", segundo o presidente da câmata, alastrou a três fábricas, pelas 20:30. O fogo obrigou à intervenção de corporações de pelo menos seis concelhos. Pelo menos um civil teve ferimentos ligeiros, por inalação de fumo

O que é curioso no meio disto tudo é que ontem, na comemoração do 41º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros da Trofa, inicia-se a sessão solene e começam cinco incêndios no concelho da Trofa."

Duas das unidades fabris são de produtos alimentares e a outra é de produtos para piscinas. A TVI tem a indicação de que a GNR recolheu jerricans para análise, que terão sido utilizados como depósito para atear o incêndio.

O presidente da câmara, Ségio Humberto, disse que está em contacto com os donos das unidades fabris e que "não estão em risco, provavelmente, empregos, porque o incêndio decorreu nos logradouros" dessas empresas, não atingindo os edifícios. Ainda assim, o apuramento dos prejuízos ainda está a ser feito.

Deu ainda indicação, perto da meia-noite, de esse incêndio estava "em fase de rescaldo" sendo que havia outro fogo a decorrer no concelho, e que provocou três explosões.

Os bombeiros tiveram de deslocalizar recursos humanos, na freguesia de Bougado. Suspeitamos que tenha sido ateado com engenhos pirotécnicos."

Perto das 00:30, o mesmo autarca disse que o fogo foi extinto.

Perante o que está a acontecer no concelho, Sérgio Humberto disse que "enquanto não houver medidas e leis que realmente punam verdadeiramente o que está a acontecer, isto não é ocasional, não é normal, não é natural". "É o apelo que fazemos ao Governo".

No terreno estiveram corporações de Trofa, Santo Tirso, Ermesinde (Valongo), Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Pedrouços (Maia).