Atualizada às 19h30

O comandante dos bombeiros de Vila Pouca de Aguiar queixou-se hoje da falta de meios para combater os dois incêndios que lavram no concelho, um dos quais já ameaçou casas e queimou um automóvel.

Manuel Borges disse à agência Lusa que o fogo que deflagrou em Montenegrelo lavra «com uma dimensão muito grande» e «em três frentes».

Duas destas frentes, de acordo com o responsável, «dirigem-se para as aldeias de Quintã e Vreia de Jales».

O comandante queixou-se dos «meios escassos»: «Não temos os meios que eu gostava de ter e de que necessitávamos. Tenho cá os meios que me deram», salientou.

Manuel Borges referiu que o concelho está a fazer «um esforço com os seus voluntários, a tentar fazer o melhor possível».

«Sou um comandante muito insatisfeito neste momento», frisou.

Perto de Campo de Jales, ardeu o carro de um emigrante, que estacionou junto à estrada para ir ajudar a combater as chamas.

Manuel Borges referiu ainda que o vento forte está a dificultar a ação dos bombeiros. «Com este vento é quase impossível saber para que lado vão as frentes e dominar o fogo», afirmou.

Ao fim da tarde, o contingente que combate dois incêndios em Vila Pouca de Aguiar foi reforçado com 21 elementos da Força Especial de Bombeiros e dois meios aéreos, disse à Lusa o comandante dos voluntários locais, Manuel Borges.

A Proteção Civil Municipal apoiou o combate às chamas com uma cisterna de água para a espalhar onde não havia bombeiros, tendo a autarquia disponibilizado ainda funcionários e máquinas pesadas para abrir aceiros e corta-fogos.

Nas mais de 20 horas que já dura o incêndio arderam «centenas de hectares de mato e pinhal, e as chamas estiveram perto de casas».