A Federação Nacional de Professores (Fenprof) receia de que o novo modelo de financiamento das universidades e dos politécnicos coloque «as instituições umas contra as outras, na competição pelo parco bolo» orçamental de 2015.

Segundo as «Linhas de Orientação Estratégica para o Ensino Superior», divulgadas na quarta-feira, o Governo pretende associar o financiamento das universidades e dos institutos politécnicos aos resultados dos alunos e à produção de conhecimento, e inclui-lo no Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano.

A Fenprof, maior estrutura sindical de professores, afeta à CGTP, «teme que esta iniciativa do Governo venha a ter como consequência pôr as instituições umas contra as outras, na competição pelo parco bolo que o Governo tem para lhes distribuir no OE para 2015».

Em comunicado, refere que o Executivo «procura escamotear (...) o objetivo de continuar a fustigar o ensino superior e a ciência com orçamentos miseráveis».

Na nota, a Fenprof exige ser ouvida sobre o modelo de financiamento e a devolução dos 42 milhões de euros que «subtraiu à socapa», este ano, às universidades (30 milhões) e aos institutos politécnicos (12 milhões).

Para a estrutura sindical, teria sido importante que o Ministério da Educação e Ciência «anunciasse que iria aumentar o financiamento de universidades e institutos politécnicos para 2015», de forma «a retirá-los da situação de prática insolvência financeira» em que os deixou devido à «sua política cega de cortes orçamentais».

Além disso, a Fenprof defende «medidas legislativas para poupar as universidades e os institutos politécnicos ao controlo autoritário, burocrático e paralisante do Ministério das Finanças».