A agitação marítima aliada à má visibilidade no mar estão a impedir o recomeço das buscas aos dois pescadores desaparecidos no naufrágio, na sexta-feira, de uma embarcação de pesca junto à Figueira da Foz, disse fonte da capitania.

Em declarações à agência Lusa, Rui Amado, comandante do Porto da Figueira da Foz, disse que o estado do mar, aliado ao pico da maré cheia - que ocorreu cerca das 10:00 - impedem, para já, as buscas por terra e que estas só serão retomadas por volta das 13:00.

No mar, ao largo da Figueira da Foz, mantém-se a corveta Baptista de Andrade, cuja ação está também limitada devido à fraca visibilidade, indicou o comandante do porto.

No domingo, deram à costa dois destroços de dimensões significativas - parte da quilha do «Jesus dos Navegantes» com cerca de cinco metros de comprimento, na praia do Cabedelo, e outro, de dimensões ainda maiores e correspondente à popa, convés e casario da embarcação, na praia do Relógio - em consequência da subida da maré e da forte agitação marítima.

A embarcação, com 15 metros de comprimento, registada na Póvoa do Varzim, naufragou na sexta-feira ao fim da tarde à saída da barra da Figueira da Foz, tendo sido resgatados com vida cinco tripulantes.

Um dos cinco pescadores resgatados com vida morreu no sábado, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, enquanto os outros quatro tiveram alta médica na sexta-feira, depois de assistidos no hospital da Figueira da Foz.

O corpo de um dos três desaparecidos no naufrágio foi localizado e recuperado, também no sábado, pelo helicóptero da Força Aérea que operava no local das buscas.