O incêndio que destruiu mais de 400 viaturas marcou o festival “Andanças”, que hoje fecha portas em Castelo de Vide, Portalegre, mas à margem do incidente a organização faz um balanço “muito positivo” do evento.

“Nós fazemos um balanço muito positivo, apesar do incidente que ocorreu. Participantes, voluntários e artistas apoiaram o festival, fizeram com que o festival continuasse”, disse Graça Gonçalves da organização, em declarações à agência Lusa.

Durante a fase de identificação, o número total de viaturas destruídas ou parcialmente danificadas neste incêndio que deflagrou num dos parques de estacionamento do festival, subiu para 455, segundo as participações feitas à GNR, referiu hoje fonte da guarda à Lusa.

Apesar destes números e dos constrangimentos que o incêndio provocou na quarta-feira, a organização afirma que o fogo “no afetou na generalidade” a programação do “Andanças”, tendo o mesmo decorrido com “normalidade”.

“O incêndio veio acrescentar outras frentes de trabalho que não estavam previstas, numa logística que nunca tinha sido vivida por ninguém. O 'Andanças' tem provado o voluntariado, houve muitas pessoas que vieram até de propósito para nos ajudarem, o que permitiu que as equipas no terreno continuassem a trabalhar e que outras se organizassem para dar apoio às pessoas que ficaram sem bens”

Ainda sem possuir dados oficiais sobre o número de visitantes na edição deste ano do “Andanças”, Graça Gonçalves espera que o festival regresse em 2017 às margens da albufeira de Póvoa e Meadas, no concelho alentejano de Castelo de Vide. “Nós esperemos que sim, acho que tudo indica que sim, não temos nada que aponte em sentido contrário”, disse.

A GNR divulgou na sexta-feira que “não há indícios de crime" na origem do incêndio, ocorrido num dos parques de estacionamento do festival.

“A confirmação que nos foi dada pela Policia Judiciária (PJ) é que não há indícios de crime na ocorrência do incêndio. Não há indícios de mão criminosa”, disse à Lusa o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Portalegre da GNR, tenente-coronel Carlos Belchior.

Segundo o oficial, as causas do fogo “continuam em processo de investigação" pela PJ e GNR. 

Segundo o Jornal de Notícias, que cita fonte policial, as peritagens demonstram que as chamas deflagraram no exterior das viaturas sinalizadas e que um cigarro mal apagado pode ter estado na origem do incêndio.

TVI apurou que ainda está por definir a origem real do fogo, podendo ter sido também um plástico. O certo é que o incêndio começou fora de qualquer carro.