Técnicos de saúde pública confirmaram hoje a existência de «mais moscas do que o habitual» em locais de Ferreira do Zêzere, Santarém, mas não identificaram a origem do problema, que pode estar apenas relacionado com alterações de temperatura.

O delegado de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo e Zêzere, Rui Calado, disse à Lusa que a equipa técnica enviada para o terreno, após um alerta relatando uma alegada praga de moscas com origem em despejos ilegais de detritos de aves, detetou mais moscas do que habitual, mas não foi encontrado nenhum foco poluidor evidente.

«Encontrámos uma ou duas pequenas estrumarias num dos locais apontados, mas as grandes empresas aviárias colaboraram na inspeção e verificámos que todas elas cumprem com um armazenamento correto dos detritos provenientes das aves», referiu.

De acordo com o delegado de saúde não foi encontrado «nada de errado nas fábricas» visitadas, recordando que o concelho de Ferreira do Zêzere é iminentemente rural, sendo natural que tenha quintas com porcos, vacas e outros animais.

«Se os cuidados com as limpezas não forem os mais adequados e as condições ambientais o propiciarem, a multiplicação do número de moscas e de outros insetos é muito natural», observou.

Para Rui Calado, a situação verificada em alguns lugares e aldeias de Ferreira do Zêzere deve-se a uma conjugação de fatores, nomeadamente ligados a variações de temperatura.

«Nas últimas semanas tivemos dias com chuva, seguidos de dias com sol, logo, condições propícias para a multiplicação de insetos. Quando chegar o frio, as moscas vão desaparecer», disse.