Notícia atualizada às 10:59 de domingo

Um total de cinco militares da GNR sofreu ferimentos ligeiros, como «pequenas escoriações», no âmbito da intervenção efetuada numa festa «rave» ilegal junto à barragem alentejana de Odivelas, revelou a força de segurança.

O Comando-Geral da GNR, contactado pela agência Lusa, disse que os cinco militares do Comando Territorial de Beja foram «atingidos por objetos, nomeadamente pedras, atirados por participantes» da festa, naquela barragem do concelho de Ferreira do Alentejo.

«A GNR fez este sábado uma fiscalização na festa e apreendeu material sonoro que estava a ser utilizado e, devido a essa ação, foram arremessados alguns objetos», disse.

Os cinco militares «sofreram ferimentos ligeiros», tendo ficado sobretudo com «pequenas escoriações devido às pedradas de que foram alvo», e foram assistidos «apenas por precaução» no Hospital de Beja.

A GNR realizou uma ação de fiscalização na «rave» depois de, «ao longo de toda a noite», ter recebido «algumas queixas de pessoas que se encontravam no local e que não conseguiam dormir», devido ao barulho da música.

«A festa começou na sexta-feira. Recebemos queixas durante a noite, nomeadamente do parque de campismo, devido ao volume do som emitido. Para avaliarmos a situação e vermos as condições legais da festa, fizemos esta ação», sublinhou.

Segundo a fonte do Comando-Geral da Guarda, os militares «detetaram várias infrações» e apreenderam material de som, identificando «um homem estrangeiro».

«Há um conjunto de licenças que, por lei, tem de ser solicitado, mas, no caso desta festa, isso não aconteceu», disse.

Os participantes da festa estão a «pouco e pouco» a desmobilizar do local.

A festa levou clientes a abandonarem o parque de campismo local, suscitando também um abaixo-assinado de protesto, disse um responsável.

«Tínhamos uma boa ocupação, mas vários clientes partiram logo esta manhã e recebemos tantas queixas que chegámos a fazer um abaixo-assinado de protesto, que reuniu 50 assinaturas», disse um responsável do parque de campismo Markádia, em declarações à agência Lusa.

Segundo o mesmo funcionário, na quinta-feira, nas imediações da barragem, «começaram a aparecer as primeiras pessoas» para a «rave», que terá sido «convocada pela Internet».

«Na sexta-feira, já eram milhares de pessoas junto à barragem, maioritariamente estrangeiros, e, ao final da tarde, ligaram o som e começaram a transmitir música sem parar, com um volume altíssimo, que se ouvia até em aldeias vizinhas», relatou.

Só este sábado, por volta das 17:00 e «após 24 horas ininterruptas de música, é que o som foi desligado», graças à intervenção da GNR.

«Obviamente que, na última noite, devido ao volume da música, ninguém aqui dormiu, nem os ocupantes dos apartamentos, nem os que estavam em tendas de campismo», queixou-se o responsável.