O presidente da Câmara de Lisboa considera que as suspeitas sobre o concurso para exploração da publicidade na cidade, que a TVI revelou na segunda-feira, são apenas manifestações de "concorrentes desagradados com o relatório preliminar". Acrescenta ainda que, se "o descontentamento é a coisa mais natural deste mundo", "não nos deixamos pressionar", referindo-se ao executivo camarário que terá a decisão final.

Em causa, como a TVI noticiou, está um negócio que pode envolver uma receita de 125 milhões de euros para a Câmara Municipal de Lisboa, ao longo de 15 anos, pela cedência da exploração de publicidade na cidade.

Sem querer "fazer comentários sobre o conteúdo do concurso", que está a cargo de "um júri nomeado, com competências de lei", Fernando Medina salienta que "só depois deste emitir o relatório final, a Câmara se irá pronunciar: eu próprio e os 16 vereadores eleitos pelos diversos partidos".

Todos vamos ter a responsabilidade de olhar, para decidir", salienta o autarca, referindo que, na notícia da TVI, nada mais viu "do que concorrentes desagradados com o relatório preliminar.

"Tire o cavalinho da chuva"

Sobre o concurso de exploração publicitária que está na sua fase final, Fernando Medina assegura que o executivo e o júri não são pressionáveis.

Há uma atitude belicosa relativamente à Câmara de Lisboa, com uma tentativa de pressionar o júri e pressionar a veração, o que é  prerfeitamente inaceitável", disse Medina, garatindo que a autarquia irá "defender intransigentemente o intersse público"

Nós não nos deixamos pressionar. E quem pretende usar armas de todos os tipos para pressionar decisões do júri ou da Câmara Municipal tire o cavalinho da chuva! Não vão ter êxito", advogou Medina.

O autarca concluiu que "a Câmara Municipal rege-se por regras, pela lei", e "vamos colectivamente, o presidente e os vereadores, tomar a decisão em função do nosso melhor juízo".