A FENPROF considerou hoje a divulgação de rankings de estabelecimentos de ensino «redutora, injusta e perversa», refletindo um «ataque à escola pública».

A FENPROF considera «esta seriação das escolas redutora, injusta e perversa» e explica que os rankings hoje divulgados comparam escolas, públicas e privadas, «sem atender aos desequilíbrios do país e a fatores que a investigação comprova que influenciam fortemente os resultados dos alunos».

Os rankings, que só se baseiam nas médias de exame e não nos dados de contexto, «não servem para avaliar escolas, mas servem para difundir uma imagem negativa das escolas públicas, que, afastadas do topo da tabela, são apontadas como ineficazes e ineficientes», salienta a Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

Assim, defende, os rankings, «sem quaisquer pruridos, põem a jogar no mesmo campeonato escolas privadas que selecionam criteriosamente os seus alunos com escolas públicas a que todos (justamente) têm acesso, escolas públicas em que a maioria dos alunos beneficia de ação social escolar com escolas privadas com mensalidades que vão até 656 euros».

Outras questões que justificam a posição da organização sindical relacionam-se com o facto de a análise comparar da mesma forma escolas do interior com aquelas dos grandes centros urbanos, estabelecimentos em que os alunos frequentam exclusivamente cursos orientados para o prosseguimento de estudos com outros em que a maioria frequenta cursos profissionais.

Mas, também são listadas escolas em que as habilitações académicas dos pais chegam a uma média de 15 anos de escolaridade com outras em que não vão além de oito, ou unidades que levam um número reduzido de alunos a exame com outras que levam largas centenas ou mesmo milhares.

A FENPROF critica os órgãos de comunicação social que, considera, «catalogam as escolas como "boas" e "más", "melhores" e "piores", em função do lugar relativo que ocupam no ranking, [o que] é de uma enorme leviandade e falta de rigor».