A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou esta quinta-feira “um profundo desrespeito” pelos docentes e pelas escolas o atraso na publicação do despacho que permite a mobilidade por doença para uma escola perto da residência.

“Esta é uma situação muito preocupante, desde logo, porque os médicos que habitualmente acompanham as condições de doença apresentadas pelos docentes como justificação para a sua deslocação de escola estão, em grande número, a entrar de férias, o que colocará enormes dificuldades no âmbito da instrução dos pedidos de mobilidade”, afirma a estrutura sindical em comunicado.

A Fenprof alega que a situação poderá ter “alguma repercussão” no processo de colocação de docentes para o próximo ano letivo.

Juntamente com a posição divulgada esta quinta-feira, a federação divulga um ofício que enviou ao Ministério da Educação no mês passado, alertando para a necessidade de serem agilizados os procedimentos, nomeadamente através da disponibilização “online” do documento a ser preenchido pelo médico. Até ao momento, afirma, não obteve “qualquer resposta”.

“Face a esta ausência de resposta e ao arrastar do problema, a Fenprof reitera a necessidade de, urgentemente, serem desencadeados os procedimentos de mobilidade por doença”, lê-se no documento.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Educação indicou que o despacho deverá ser publicado na segunda semana de julho em Diário da República.