Por: Catarina Pereira | 8- 1- 2010 2: 42
A FENPROF assinou, esta noite, um acordo de princípios com o ministério da Educação acerca de dois aspectos do Estatuto da Carreira
Docente: a avaliação de desempenho e a estrutura da carreira.
Mário Nogueira, que horas antes tinha assegurado que não haveria negociação caso os professores classificados com Bom não tivessem
oportunidade de chegar ao topo da carreira em tempo útil, congratulou-se com esta vitória: «Cem mil professores estavam impedidos
de chegar ao topo. Agora todos podem lá chegar.»
O sindicalista admitiu que este acordo marca «o início de um novo
ciclo», mas ressalvou que «já no próximo dia 20 de Janeiro» haverá uma nova ronda negocial, sobre a concretização da
avaliação em articulado e a revisão de outros aspectos do EDC, dos quais destacou o horário dos professores.
«É um
acordo importante para os professores, mas em alguns aspectos fica aquém do que a FENPROF deseja, pelo que continuaremos a
lutar», avisou, acrescentando: «Infelizmente, pensamos que são poucos os aspectos deste modelo que irão correr bem.»
O
representante dos professores saudou uma das cedências de Isabel Alçada, que antecipou o próximo concurso em dois anos, havendo
um novo já no próximo ano, e explicou que as vagas para os professores com Bom «são apenas reguladoras de fluxo e não eliminatórias».
«Ainda
assim, não concordamos com este modelo, discordamos dos ciclos de dois anos de avaliação, discordamos das quotas e da longa
estrutura da carreira (34 anos)», disse.
De «positivo», Mário Nogueira destacou ainda o facto de «o modelo já
ter data para ser revisto», «no final do primeiro ciclo de avaliação».
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