A acusação do processo Fénix a que a TVI teve acesso adianta que foram sete as vezes em que o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, recorreu a segurança privada ilegal.
 
Segundo o Ministério Público, era quase sempre Antero Henrique, vice.presidente do clube, a fazer a ponte. Ligava diretamente a Eduardo Silva, o proprietário da SPDE, a empresa que há anos trabalhava para o clube.
 
Edu, principal arguido do processo, foi a sombra de pinto da costa e da mulher quando, a 26 de setembro de 2014, o FC Porto foi à Luz defrontar o Benfica. Fosse no hotel em que ficou instalado ou no estádio, Edu não largou o casal Pinto da Costa. 
 
O mesmo aconteceu em janeiro de 2015 quando Pinto da Costa foi à Madeira para o Marítimo-FC Porto. Um mês depois, em fevereiro, foi novamente o principal arguido do processo a garantir a segurança do presidente do FC Porto e da mulher no estádio do Bessa. 
 
A segurança pessoal estendia-se também aos familiares do presidente portista. A acusação conta que, em novembro de 2014, após um assalto à residência da irmã de Pinto da Costa, quatro seguranças acompanharam a vítima até casa para garantir a segurança e avaliar os danos, antes mesmo da polícia chegar.  Um serviço que a irmã do presidente elogiou. Terá dito mesmo, segundo a acusação que "com aqueles senhores ficava ali noite e dia e não tinha medo de ninguém".
 
O Ministério Público diz que Antero Henrique pagava os serviços de forma encapotada. Mais:

"Os arguidos Antero Henrique e Pinto da Costa sabiam que a SPDE não tinha alvará para serviços de proteção pessoal"

 
O processo tem 57 acusados. Pinto da Costa responde por sete crimes de exercício ilícito da atividade de segurança privada. A pena pode ir até aos cinco anos de prisão.