A empresa responsável pela comercialização do Azilect, fármaco para a doença de Parkinson, comprometeu-se esta terça-feira a reforçar, em setembro, o número de embalagens nas farmácias, em resposta a falhas de stock, informou a autoridade do medicamento.

Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) refere que, durante uma reunião, hoje, com a empresa, esta «comprometeu-se a reforçar, a partir de setembro, o número de embalagens disponíveis no circuito de distribuição, de modo a colmatar as perturbações até agora verificadas».

O Infarmed adianta que constatou que as quantidades do medicamento «colocadas no circuito de distribuição pela empresa responsável pela comercialização não correspondiam às necessidades do mercado, de modo a manter um abastecimento regular das farmácias», depois de ter analisado a evolução do consumo do fármaco e os dados recolhidos junto dos operadores do circuito do medicamento.

A entidade refere ainda que, na sexta-feira, encetou uma operação de fiscalização, que concluiu «não existir indícios da prática de exportação do medicamento desde julho».

No decorrer da operação, foram feitas 133 ações inspetivas a farmácias e distribuidores, assim como inquéritos telefónicos a 111 farmácias.

A 16 de agosto, a edição digital do semanário «Expresso» noticiou que os doentes de Parkinson estavam a ter dificuldade em aceder à rasagilina, medicamento com o nome comercial de Azilect, recorda a Lusa.