Mais de 580 farmácias aderiram, em quatro anos, ao sistema de alarme que permite contactarem as forças de segurança de forma rápida em caso de assalto, crime que tem registado uma descida desde 2010.

O programa Farmácia Segura, que completa hoje quatro anos, resulta de um protocolo assinado entre o Ministério da Administração Interna e Associação Nacional de Farmácias, permitindo às farmácias aderentes que tenham um dispositivo de alerta rápido para contactar as forças de segurança, sempre que sejam alvo de assalto.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2014, 585 farmácias de Lisboa, Porto e Setúbal estão ligadas à PSP com este sistema de alarma, registando-se uma tendência para descida nos alarmes registados, sejam verdadeiros ou falsos.

Durante o ano de 2014, foram registadas cinco situações de emergência, menos três do que no ano anterior, em que foi acionado o alarme para as forças de segurança, tendo a PSP desencadeado os meios necessários, adianta o RASI.

De acordo com o RASI, foram registados, no ano passado, 26 alarmes falsos, representando uma descida de 58 por cento em relação a 2013.

No âmbito do programa Farmácia Segura, realizaram-se ainda, no ano passado, 192 ações de sensibilização e de boas práticas de segurança junto das farmácias aderentes.

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2014 indica ainda que se registaram 56 roubos a farmácias, menos 36,4 por cento do que em 2013, consolidando a tendência observada para o período 2010-2014.

O roubo a farmácias apresenta maiores índices de participação nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, que concentram 84 por cento do total das participações.

O programa Farmácia Segura consiste num sistema de alerta em tempo real que permite às forças de segurança georreferenciar, de imediato, qualquer farmácia aderente sempre que esta esteja a ser alvo ação criminosa.