A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) renovou esta segunda-feira o apelo para a participação dos polícias na manifestação marcada para 06 de março, e considerou «ofensivo» um aumento de 25 euros no subsídio de fardamento.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, reuniu-se esta segunda-feira, pela terceira vez, com sindicatos da polícia e da GNR, para discutir alternativas aos cortes salariais e ao aumento do subsistema de saúde, propondo um aumento de 25 euros mensais para o subsídio de fardamento.

Polícias e guardas consideraram o aumento insuficiente, apelando para a presença na manifestação de março.

A ASPP/PSP, que não esteve presente nas reuniões, disse em comunicado que, além de cortes anteriores, só a partir de janeiro os polícias perderam em média 150 euros por mês.

O desfecho das reuniões com o ministro «legitimam a decisão» do sindicato de não estar presente nas reuniões com Miguel Macedo, nas quais não havia um caráter de negociação mas sim de imposição, diz a ASPP/PSP.

Diz ainda o comunicado que mesmo não estando presente a estrutura apresentou propostas ao ministro, que ao as não aceitar demonstrou que as reuniões apenas serviram para «adiar o descontentamento e jogar com as expectativas dos profissionais da PSP».

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança marcou uma manifestação nacional para 06 de março, a realizar em Lisboa.

A 21 de novembro passado as forças de segurança já se tinham manifestado em frente da Assembleia da República, em protesto pelos cortes salariais. Nesse dia acabaram por protagonizar momentos de tensão ao romper o cordão policial e subir as escadarias do edifício, só parando à porta.

Na altura os promotores disseram que foi a maior manifestação de sempre.