O agente da GNR que foi suspenso por ter participado num espetáculo de striptease, alegadamente com a farda de serviço, terá recebido 200 euros pelo espetáculo. Além da farda, o agente terá usado as algemas, o bastão e a glock 9mm (a arma de serviço) na atuação.

O militar foi descoberto pelos superiores, depois de postadas fotografias nas redes sociais. O Comando Geral da GNR já abriu inquérito interno e apresentou uma queixa-crime no Ministério Público por o agente ter usado símbolos oficiais em funções particulares.

Os militares da GNR recebem um subsídio para compra da farda, que não podem usar fora de serviço.

A gerência da discoteca onde decorreu o espetáculo garante que desconhecia as funções oficiais do homem, que recebeu 200 euros para despir a farda naquela noite.

Segundo a GNR, o militar suspenso pertence ao efetivo do Comando Territorial do Porto e estava fora do horário de serviço quando se deslocou fardado ao estabelecimento de diversão noturna.

Numa nota, a Guarda Nacional Republicana refere que, durante o fim de semana, «detetou, nas redes sociais, imagens de um indivíduo num estabelecimento de diversão noturna a usar fardamento e material utilizado por militares da instituição no serviço operacional».

«No seguimento de diligências realizadas, a GNR apurou que se trata de um militar da instituição, pertencente ao efetivo do Comando Territorial do Porto, pelo que foi imediatamente suspenso de funções», adianta a corporação.