Um incêndio deflagrou esta quarta-feira, pelas 12:00, numa fábrica de alumínios, em Fânzeres, Gondomar.

Os meios de socorro logo se dirigiram para o local, segundo disse à TVI24 o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

Foram mobilizados 38 operacionais e 11 veículos, de quatro corporações de bombeiros, segundo a informação disponibilizada no site da Proteção Civil. O fogo entrou em fase de rescaldo às 13:50.

As causas do incêndio não são ainda conhecidas.

Segundo o depoimento de um vizinho recolhido pela reportagem da TVI, ouviu-se uma explosão.

Trabalham na fábrica cerca de 15 pessoas. A unidade fabril produz ferragem para mobiliário de decoração.

O presidente da câmara de Gondomar, Marco Martins, está no local. 

Vistoria técnica vai avaliar risco de derrocada 

O presidente da Câmara de Gondomar disse, ao princípio da tarde desta quarta-feira que o incêndio na fábrica local não provocou vítimas e entrou em fase de rescaldo, adiantando que, como há risco de derrocada, o imóvel vai alvo de vistoria técnica.

O fogo está extinto e estão a fazer-se trabalhos de rescaldo”, declarou Marco Martins, que falava aos jornalistas cerca das 14:00 junto à unidade de produto de metais, latão e produtos decorativos em base de metal, em Fânzeres.

O autarca acrescentou que quando o fogo deflagrou, às 12:10, na fábrica estavam a trabalhar cerca de 20 pessoas, que foram todas retiradas.

Houve alguma inalação de fumos, mas ninguém foi transportado ao hospital. Houve uma rápida intervenção dos bombeiros, no total de seis corporações, de Gondomar, Areosa Rio tinto, Valbom, São Pedro da Cova, Ermesinde e Matosinhos-Leça”, disse.

Marco Martins acrescentou que como há “algumas preocupações quanto ao estado do edifício”, que “apresenta perigo de derrocada”, a autarquia vai, após o rescaldo estar concluído, enviar uma equipa técnica de engenharia civil analisar o edifício.

Questionado sobre as causas do incêndio, Marco Martins disse que ainda não estão apuradas, mas referiu, contudo, que a origem do fogo foi na zona da estufa.

“Não se conhecem para já as causas do fogo. (…) Os funcionários é que detetaram o cheiro intenso a fumo e, quando abriram a porta da estufa, viram logo labaredas”, referiu.

Segundo Marco Martins, o proprietário da fábrica está “muito traumatizado” com a situação, mas com vontade de “recuperar a empresa e de voltar a assegurar não só os postos de trabalho, como as condições normais de laboração da empresa”.