Por: Redacção / HB | 12- 2- 2009 17: 3
O presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas considerou positivo o alargamento da licença parental, mas
acusa o Governo de se centrar em questões de «segunda ordem» e não valorizar a família, noticia a Lusa.
O Governo
aprovou esta quinta-feira o aumento da licença parental para seis meses, subsidiando com 83 por cento do salário bruto, mas
que atingirá 100 cento se a licença for de cinco meses partilhada por pai e mãe.
Para Fernando Castro, o Governo
continua a preocupar-se apenas com as crianças que nascem.
«Os casais não podem ser vistos apenas como reprodutores,
mas como educadores. Tem de se valorizar a família, que é o elemento base da sociedade e a única resposta à crise», argumentou,
em declarações à Agência Lusa.
Medidas que «não fazem sentido»
O dirigente associativo caracterizou
como medidas que «não fazem sentido» maiores abonos apenas até aos três anos das crianças e mais benefícios para divorciados.
Acrescentou
que Governo e Parlamento têm sido «hostis à família» e em vésperas de eleições é que «dão rebuçados».
«Não é assim
que se vai enfrentar o desafio da demografia em Portugal. O problema não é só o número de crianças, mas a sua qualidade. Cada
vez é maior o comportamento desviante e criminal entre crianças e jovens», argumentou.
Actualmente, o subsídio por
maternidade, paternidade e adopção apenas prevê o pagamento de 120 dias a 100 por cento ou 150 dias a 80 por cento.
O
ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, afirmou esta quinta-feira que, logo que o novo diploma seja
publicado em «Diário da República», terão direito aos novos benefícios da licença de parentalidade não apenas os novos casos
de nascimento, mas também os casais que nesse momento já se encontrarem em período de usufruto de licença de parentilidade.
O
ministro salientou que os direitos do pai são reforçados pelo novo sistema, que «passa a ter a possibilidade de gozar 20 dias
completamente subsidiados pela Segurança Social».
O decreto agora aprovado prevê também a criação de um subsídio
parental alargado, permitindo um prolongamento da ausência ao trabalho dos progenitores (pai ou mãe) mais três meses, ou mesmo
seis meses se houver partilha.
«Nestes casos a comparticipação da Segurança Social será mais baixa, atingindo 25
por cento do salário bruto. Mas estas prestações têm que ser avaliadas tendo em conta que se deixa de pagar a taxa social
única de 11 por cento do trabalhador, assim como a isenção de IRS», justificou o membro do executivo.
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