Por: Redacção / TG | 21- 4- 2009 20: 3
Dezenas de animais que viviam na cave de um prédio de Setúbal, com uma casal de meia-idade e dois filhos, foram recolhidos
esta terça-feira pelos serviços de fiscalização municipal, na sequência de um mandado judicial, segundo informou a Lusa.
«Era
uma situação de insalubridade grave. O que encontrámos no interior desta habitação é qualquer coisa de inenarrável», disse
à Lusa Elsa Lopes, chefe da Divisão de Fiscalização da Câmara Municipal.
Cães e gatos, ratos hamster e algumas
catatuas
«Há excrementos de animais por todo o lado, por todas as divisões e pelo quintal. As divisões da casa
estão num estado indescritível», acrescentou, incrédula.
Segundo Elsa Lopes, no interior da habitação foram recolhidas
dezenas de cães e gatos, ratos hamster e algumas catatuas, animais que se encontravam espalhados por todas as divisões da
cave direita do prédio número 11, na avenida Infante D. Henrique.
«É impensável que haja pessoas que possam viver
assim», disse Elsa Lopes, assegurando que os moradores da casa aparentam ser pessoas perfeitamente normais e que, à primeira
vista, julgaríamos incapazes de viver num espaço imundo.
Os moradores do prédio há muito que reclamavam pela situação
que se vivia no prédio, mas, há cerca de dois anos, a autarquia não conseguiu convencer o Ministério Público a emitir o respectivo
mandado, para que pudesse intervir naquele espaço e recolher os animais, uma vez que os proprietários da casa nunca permitiram
o acesso dos funcionários camarários e das forças de segurança.
Só esta terça-feira, já com o mandado judicial emitido
pelo Tribunal de Setúbal e com base no historial de reclamações dos moradores, foi finalmente possível verificar o estado
nauseabundo em que a referida habitação se encontrava.
Mesmo assim, frisou Elsa Lopes, «a PSP de Setúbal ainda
teve de proceder ao arrombamento da porta, porque, embora alguns elementos da família estivessem em casa, ninguém respondeu
aos agentes policiais».
De acordo com a Chefe da Divisão de Fiscalização da Câmara de Setúbal, os animais recolhidos
foram transportados para o canil municipal, estando os funcionários camarários, munidos de máscaras e fatos especiais,
a proceder à remoção do lixo e dos excrementos acumulados no interior da habitação.
Elsa Lopes adiantou que a
família vai ser temporariamente realojada numa pensão, enquanto o imóvel onde residem é sujeito a uma desinfestação, ordenada
pela Delegação de saúde.
A família, que só será autorizada a regressar no sábado, vai ser devidamente acompanhada
pela Segurança Social, para que a situação não se repita.
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