A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais chamou esta segunda-feira a atenção para a situação do sistema das pulseiras eletrónicas, considerando que se encontra "em colapso” devido à falta de técnicos de reinserção.

Para tentar resolver o problema, a federação exige uma reunião urgente com a ministra da Justiça e vai deslocar-se, na próxima quinta-feira, ao Ministério da Justiça para tentar ser recebida por Francisca Van Dunem e discutir uma solução.

Em comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFPS) adianta que já pediram reuniões à ministra da Justiça e deram a conhecer o problema, mas o Governo continua sem dar resposta à “manifesta falta de técnico-profissionais de reinserção” no Sistema de Vigilância Eletrónica (pulseiras eletrónicas).

De acordo com a federação, oito das 10 unidades existentes e espalhadas pelo país encerram à noite, sobrecarregando a unidade de supervisão nacional e pondo “em risco o normal funcionamento das medidas de coação aplicadas”.

A FNSTFPS chama também a atenção para o número de horas diárias de trabalho que os técnicos de reinserção da vigilância eletrónica estão a fazer a mais, além das centenas de quilómetros que têm de percorrer para acudirem a todas as situações.

De acordo com a federação de sindicatos, atualmente necessitam de acompanhamento 1.444 pessoas, das quais cerca de 800 são apoiadas durante a noite por um técnico.

Dos 486 detidos com pulseira eletrónica, 479 são acusados de violência domésticas, a que se juntam as 479 vítimas, que também necessitam de acompanhamento, de acordo com a FNSTFPS.

A federação sustenta ainda que, devido ao “exagerado volume de trabalho”, a grande maioria dos técnicos “estão num estado de esgotamento físico e mental”.