Ao longo do dia desta quinta-feira houve 16 réplicas do sismo de magnitude 4,6 registado a oeste/noroeste do Faial às 06:29 (07:29 em Lisboa), segundo o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.

Numa informação divulgada na quarta-feira através da Proteção Civil dos Açores, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) revelou que desde 19 de abril foram registados cerca de 160 sismos na mesma região epicentral, que fica a entre 27 e 46 quilómetros a oeste/noroeste da ilha do Faial.

Três desses sismos foram sentidos pela população, tendo o CIVISA explicado que os restantes foram réplicas.

Hoje de manhã houve novo sismo na mesma zona, com magnitude 4,6 na escala de Richter e sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) no concelho da Horta, ilha do Faial, e no município de Lajes do Pico, na ilha do Pico. Como nos outros casos, não há registo de quaisquer danos.

Teresa Ferreira disse à Lusa que depois desse sismo, ao longo do dia foram registados mais 16, de menor magnitude, na mesma zona, mantendo-se o padrão de serem réplicas do abalo mais forte e gradualmente mais fracas.

Segundo explicou, trata-se de algo normal, já que está em curso um "reajustamento da zona".

Este tipo de atividade sísmica não é aquela que é mais frequente nos Açores e que se carateriza por uma atividade persistente de baixa magnitude, havendo, ocasionalmente, um sismo maior, segundo Teresa Ferreira.

Ainda assim, a responsável pelo CIVISA explicou que é algo que "vai ocorrendo", sendo uma forma de, "por setores", se ir libertando energia.

"É a natureza da região onde nos encontramos", acrescentou.


Segundo a informação disponibilizada na página do CIVISA na Internet, "no restante arquipélago dos Açores", a atividade sísmica "encontra-se, no geral, dentro dos níveis normais de referência", como cita a Lusa.