O Tribunal Judicial de Fafe absolveu esta sexta-feira um homem de 26 anos que era acusado pelo Ministério Público de ter matado a tiro uma prostituta, a 11 de setembro de 2012, em Regadas, naquele concelho.

O arguido, operário numa fábrica de calçado, foi detido em outubro pela Polícia Judiciária, tendo passado cerca de dois meses em prisão preventiva.

A medida de coação seria posteriormente alterada, até hoje, para prisão domiciliária, com vigilância eletrónica.

Estava acusado pelo Ministério Público da prática de um crime de homicídio qualificado, punível com pena de prisão entre 12 e 25 anos, a pena máxima em Portugal.

A vítima, de 38 anos, foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, numa área de mato na Zona Industrial da Cabeça de Porca, em Regadas, onde se dedicaria à prostituição.

Na altura da detenção, a Judiciária admitia que o móbil do crime tivesse sido o roubo, já que a mochila da vítima, contendo um telemóvel, algum dinheiro e outros objetos de higiene pessoal, desapareceu.

Essa mochila foi mais tarde encontrada na posse do arguido.

Este, em tribunal, alegou que encontrou a mochila na rua, mas sempre negou a autoria do crime.

A arma utilizada nunca chegou a aparecer.

Nas alegações finais do julgamento, o próprio Ministério Público já tinha pedido a absolvição do arguido, por falta de provas.