Devassa da vida privada e extorsão associados ao uso de redes sociais são crimes que estão a aumentar de forma "significativa", o que fez a Polícia Judiciária deixar esta sexta-feira um alerta aos utilizadores, apelando para que não se exponham a nível “íntimo e sexual”.

Este crime tem um nome - sextortion – e é uma forma de exploração sexual que usa formas não físicas de coação para extorquir favores sexuais à vítima. Estas situações ocorrem quando os utilizadores, adultos ou menores, aceitam partilhar comunicações vídeo com exposição íntima e do foro sexual numa rede social.

Ao fazê-lo, correm o risco de virem a ser vítimas do crime de extorsão por parte de criminosos que lhes solicitam pagamentos de montantes elevados para que os vídeos ou imagens acabadas de obter não sejam divulgadas na Internet ou partilhadas pelos “amigos” da rede social, explica a PJ, em comunicado. 

A Judiciária “alerta e apela”, assim, aos utilizadores de uma webcam para que adotem uma postura “prudente” de modo a não terem consequências de devassa grave da vida pessoal e profissional, bem como de vitimização em termos de extorsão e de humilhação.

Há uma idade mínima para o uso das redes sociais e os menores devem ser avisados das consequências do mau uso destas redes, aconselha ainda. 

Este crime tem contornos transnacionais com um efeito “erosivo” sobre a confiança dos cidadãos nas estruturas da rede internet e um “efeito psicológico altamente devastador sobre as vítimas”.