A nova exposição temporária do Oceanário de Lisboa «Florestas Submersas by Takashi Amano», cuja peça principal é um aquário de 40 metros de comprimento que demorou sete meses a preparar, abre portas ao público na quarta-feira.

«É um tipo diferente de aquário – ‘Nature Aquarium’ –, que pega em paisagens de natureza das florestas tropicais imersas e submerge-as. São imagens que não existem debaixo de água, que são replicadas do exterior para debaixo de água, numa forma de arte, de design e de beleza única no mundo», disse à agência Lusa o administrador do Oceanário de Lisboa João Falcato, numa visita à mostra.


De acordo com este responsável, trata-se do «maior ‘Nature Aquarium’ jamais realizado em todo o mundo», com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água. Em setembro do ano passado, quando terminou a exposição dedicada às tartarugas marinhas, tudo o que estava naquele local foi deitado abaixo. A partir daí começou a preparação de «Florestas Submersas».

«É uma obra muito exigente, muito complexa, muito preparada. Aproveitámos a época baixa para remodelar a sala toda e criar uma nova razão para que todos os portugueses e turistas voltem ao Oceanário para verem algo diferente e único no mundo, algo que só existe aqui e não vai existir em breve em mais lado nenhum do mundo.»


O aquário e o seu interior foram desenhados pelo japonês Takashi Amano, «o maior guru do mundo deste tipo de aquários». Desta obra de água doce fazem parte mais de 40 espécies de peixes e mais de 40 espécies de plantas, «tudo na ordem dos milhares».

«Os peixes são muito mais pequenos do que os que temos na exposição permanente, de água salgada, mas neste aquário vamos ter mais peixes do que temos em toda a outra exposição [a permanente]», revelou João Falcato.

Na preparação da exposição estiveram envolvidas cerca de 150 pessoas, «só na construção do interior do aquário mais de 60», de vários países como o Japão, Alemanha, Espanha e Portugal.

«É um projeto internacional único, a concretizar-se em Lisboa, e vamos ter o espaço mais zen de toda a cidade, um santuário no meio da cidade que nos irá permitir passar para outro nível de reflexão, eventualmente sobre o que devemos fazer todos os dias para conservar este planeta tal qual está.»


«Florestas Submersas by Takashi Amano» será acompanhada por uma banda sonora original, a cargo do músico português Rodrigo Leão.

Além de poder ouvir-se a banda sonora enquanto se visita a exposição, a mesma será apresentada ao vivo no Auditório Mar de Palha do Oceanário de Lisboa em maio (nos dias 1, 2, 3, 16, 23, 24, 30 e 31) e em junho (nos dias 06 e 28), às 17:00 e às 19:00.

O aquário é a atração, mas a exposição tem outras peças, como uma mesa de som onde se podem ouvir sons de animais de vários pontos do mundo e uma outra com conteúdos educativos sobre as florestas tropicais. Na mostra é ainda exibido um vídeo com o ‘making of’ do processo de construção, que termina com uma entrevista a Takashi Amano.

«Florestas Submersas by Takashi Amano» estará patente durante dois anos e meio.