Pelo menos 50 pessoas foram afetadas pela explosão e incêndio que esta terça-feira de manhã ocorreram em Campolide e que causaram danos em quatro prédios, uma situação que a Proteção Civil de Lisboa vai avaliar ainda esta terça-feira.

No local, a diretora municipal da Proteção Civil, Emília Castela, indicou que pelo menos 50 pessoas foram afetadas e que algumas tiveram de ser retiradas das suas casas e outras foram levadas pelos familiares.

Com o incêndio extinto, a Proteção Civil vai «proceder a uma avaliação estrutural, para ver que pessoas podem ficar nas suas habitações ou terão de ser realojadas», disse à Lusa o vereador Manuel Brito.

O autarca admitiu que esta será uma «avaliação muito complexa» e que se vai prolongar pela tarde, pela quantidade de prédios atingidos.

As entidades estavam, ao fim da manhã, a proceder à limpeza dos muitos destroços. «As ruas aqui à volta estão juncadas de vidros, de móveis que foram projetados, houve três viaturas que arderam», descreveu Manuel Brito.

O trânsito foi cortado nos dois sentidos na rua Conde das Antas, onde no rés-do-chão do número 22b ocorreu uma explosão que causou o incêndio desta manhã.

A ocorrência causou quatro feridos, dois graves e dois ligeiros, informou no local o major Carlos Monteiro, segundo comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, entidade que inicialmente tinha avançado com cinco feridos.

«Dois dos feridos serão funcionários da loja de estofadores [onde começou o incêndio]», afirmou numa conferência de imprensa dada no local, adiantando que foram transportados para o Hospital de São José e que os dois feridos ligeiros eram transeuntes.

Carlos Monteiro disse ainda que os Sapadores Bombeiros receberam às 09:48 um alerta de explosão seguida de incêndio ao nível do piso térreo de um edifício de três andares na rua Conde das Antas, em Campolide.

Admitindo que há suspeitas de que uma explosão de gás tenha sido a causa do incêndio, o segundo comandante frisou que «ainda não se sabe as causas».

«Agora vamos proceder ao rescaldo e quantificar os danos e só à tarde será feita uma vistoria para tentar apurar as causas e ver se as pessoas afetadas, que tiveram de ser retiradas do edifício, podem voltar às suas casas ou não», afirmou.

A explosão e o incêndio causaram danos em quatro ruas da zona, principalmente vidros partidos.

No local estiveram 11 veículos de socorro dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique e 39 operacionais, bem como PSP e INEM.