A mulher de 50 anos que sofreu queimaduras «em cerca de 90% do corpo» na sequência de uma explosão numa habitação em Paredes de Coura, na sexta-feira Santa,  morreu no domingo, ao final da tarde, no hospital de São João, no Porto. A informação foi adiantada à Lusa, esta segunda-feira, por fonte daquela unidade hospitalar.

A explosão ocorreu cerca das 11:20 do dia 3 de abril, numa habitação na freguesia de Agualonga, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, e terá tido origem «numa fuga de gás na canalização da habitação».

A mulher foi transportada pelo helicóptero do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para o hospital de S. João, no Porto.

A filha, de 24 anos, «com cerca de 20% do corpo queimado» foi transportada por uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) para o mesmo hospital mas acabaria por ser transferida para o hospital da Prelada.

De acordo com fonte daquela unidade hospitalar, a jovem encontra-se «estável» e com «prognóstico favorável». «Está a ser retirada a assistência de ventilação mecânica. Apresenta queimaduras nos pés e na face mas não são consideradas extensas», explicou.

A explosão provocou ainda ferimentos ligeiros num homem, com cerca de 50 anos, e num rapaz de 16 anos, marido e filho da mulher que morreu no domingo.

Um dos feridos ligeiros foi transportado para a unidade hospitalar de Viana do Castelo e o outro para o hospital de Ponte de Lima.

Uma equipa da Polícia Judiciária [PJ] esteve no local a investigar as causas da explosão.

Ao local compareceram sete viaturas e 15 homens dos bombeiros de Paredes de Coura, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Viana do Castelo, uma ambulância SIV de Ponte de Lima, sapadores florestais e a GNR.