O 129.º curso de Comandos começou na quarta-feira com 69 militares, dos quais quatro oficiais, 12 sargentos e 53 praças, com o "apoio sanitário melhorado" face às "lições aprendidas" dos anteriores cursos.

O curso decorrerá até 22 de dezembro, com mais 12 militares do que o anterior, que se iniciou com 57 militares e registou 43 desistências e uma saída por proposta médica devido a desgaste físico do militar.

O "apoio sanitário melhorado e flexível" é uma das alterações mais relevantes adotadas na sequência das "lições aprendidas" no 128.º curso, no início do qual morreram dois recrutas, há um ano, sublinhou à Lusa o porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira.

As mudanças na estrutura do curso e no apoio clínico e sanitário já tinham sido introduzidas no curso anterior, o 128.º, que terminou em julho, e cujo balanço foi considerado "muito bom" pelo comando do Exército.

Assim, o "caráter flexível" do apoio médico sanitário permitiu, por exemplo, adaptar numa base diária o número de médicos e enfermeiros e equipamento médico às condições climatéricas e à exigência das provas.

No novo curso está disponível um "posto de socorros avançado" e uma tenda climatizada para apoio aos militares - que não existia no 127.º curso - e a ordem é para "não correr riscos", disse Vicente Pereira.

Os protocolos adotados preveem, em caso de necessidade, a imediata evacuação para os centros de saúde militar de Santa Margarida ou Coimbra, Hospital das Forças Armadas ou, em casos ainda mais graves e urgentes, para a unidade hospitalar civil mais próxima do local onde decorram as provas.

Na sequência das alterações adotadas no anterior curso, a duração passou de 12 para 16 semanas, por ter integrado na formação as primeiras quatro semanas de "estágio" de preparação física antes do ingresso.