As escolas pode perder funcionários não docentes para a mobilidade interna. Há funcionários das escolas que podem mudar para outro estabelecimento de ensino num raio de 30 quilómetros.

De acordo com o «Jornal de Notícias» (JN), os diretores das escolas receberam anteontem uma circular do Ministério da Educação a informá-los de que têm de enviar até dia 16 de agosto, para as direções de serviços regionais, a lista de excedentários. A intenção é que esses funcionários sejam recolocados até ao início do ano letivo.

O vice-presidente da Associação Nacional de Diretores (Andaep), citado pelo JN, considera que, «mais uma vez, a autonomia das escolas foi atropelada». Filinto Ramos Lima alega ainda que a maioria dos diretores «vai mandar embora pessoas que lhes fazem falta». «Cumprimos ordens», sublinha.

Os diretores vão agora sondar os funcionários não docentes para saber se há voluntários que queiram ser colocados noutra escola, num raio de 30 quilómetros. Caso tal não se verifique , serão os próprios diretores a indicar nomes para a mobilidade, com base no tempo de serviço na carreira e na função pública e nas três últimas avaliações de desempenho.

Em declarações à Lusa, já esta sexta-feira, Filinto Lima elogiou a redistribuição de funcionários proposta pelo Ministério da Educação, mas criticou o prazo, o timing. «A medida é positiva. Trata-se de colocar mais funcionários nas escolas onde eles estão a menos. Mas o timing não foi bem escolhido, o prazo [até ao fim da próxima semana] é muito curto e mais uma vez temos um atropelo à autonomia das escolas», observou o vice-presidente da Andnaep