Um em cada três alunos foi identificado como tendo carências económicas e por isso recebeu apoio social escolar no ano de 2011/2012, uma ajuda que chegou a menos 60 mil estudantes que no ano letivo anterior.

Num universo de 1.173.923 de alunos, 442.811 foram sinalizados pelos serviços de Acção Social Escolar (ASE) como precisando de ajuda económica, segundo uma análise feita pela agência Lusa aos dados agora disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência relativos à situação socioeconómica dos alunos que frequentavam as escolas públicas no ano letivo de 2011/2012.

Apesar do agravamento da situação económica da maioria das famílias portuguesas, houve uma redução do número de alunos apoiados.

Comparando com o ano anterior, houve uma diminuição de mais de 60 mil alunos beneficiários, já que no ano letivo de 2010/2011 a ASE chegou a 504.231 estudantes (cerca de 41% do total de alunos do ensino básico e secundário naquela altura).

Em 2011/2012, a média de alunos apoiados desceu para 37,7%, sendo que cerca de 20% teve direito a ASE do escalão A. Ou seja, um em cada cinco estudantes das escolas públicas recebeu refeições gratuitas e ajuda na compra dos manuais escolares e atividades complementares. No total, receberam ASE do escalão A 232.254 alunos.

Outros 210.557 alunos (18%) apresentavam carências económicas e por isso foram apoiados com ASE de escalão B, que recebem um apoio inferior.

O Porto foi o distrito do país onde foram identificados mais estudantes carenciados: 96.909 alunos, sendo que cerca de 50 mil eram do escalão A e quase 47 mil do B.

Seguiu-se Lisboa (82.857 alunos, sendo que 47.905 com escalão A e 34.952 com escalão B) e Braga, o terceiro distrito onde foram identificados mais alunos carenciados (cerca de 48 mil).

Em Setúbal foram apoiados cerca de 34 mil estudantes e em Aveiro 31 mil. Em Faro, a ASE chegou a 24 mil alunos e em Leiria e Viseu cerca de 17.500. Foram também identificados quase 17 mil estudantes com necessidades económicas em Santarém.

Em Coimbra, distrito que normalmente consegue as melhores médias nacionais, havia 13 mil alunos apoiados e, já quase no final da lista elaborada pela Lusa, surgem as regiões de Viana do Castelo (11.488 beneficiários), Vila Real (11.311), Castelo Branco (7860 alunos) e Évora (6599).

As quatro regiões com menos estudantes sinalizados são: Beja (6016 casos), Portalegre (5638), Guarda (5550) e Bragança (4623).