Num universo de mais de 4.600 escolas, apenas 1.253 tiveram média positiva nas provas nacionais do 4.º ano, com destaque para o Colégio Paula Frassinetti, em Lisboa, que obteve a melhor média nacional.

Pela primeira vez no passado ano letivo, mais de cem mil alunos do 1.º ciclo realizaram provas nacionais a Português e Matemática. Os exames contaram 25% para a nota final dos alunos e os resultados médios foram bastante fracos.

Os alunos de 4.623 escolas com 1.º ciclo fizeram as provas, mas em apenas 1.253 estabelecimentos a média das notas foi positiva, segundo uma análise realizada pela agência Lusa com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Tendo selecionado apenas estabelecimentos onde se realizaram pelo menos dez exames, a Lusa encontrou em Lisboa a escola melhor classificada: os estudantes do Colégio Paula Frassinetti tiveram uma média de 4,33 valores (numa escala de zero a cinco) nas 12 provas realizadas.

Em segundo lugar surge a Escola Básica de São Paio de Gramaços, em Oliveira do Hospital, (4,125 valores) e o Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, (4,08 valores).

Já entre as escolas com piores resultados médios, encontram-se a Escola Básica de Vila de Prado, em Vila Verde, (média 1,07 valores), seguindo-se a Básica de Nogueira da Silva, em Braga (1,2 valores), e o Bairro 25 de Abril, em Moura (1,28).

Ao excluir os estabelecimentos com menos de dez exames realizados, a Lusa deixou de fora do «ranking» 456 estabelecimentos.

No entanto, para chegar às médias nacionais nas duas disciplinas, a Lusa incluiu todas as escolas. No total, foram contabilizadas as provas realizadas em 4.117 escolas públicas e 505 escolas privadas, entre colégios, cooperativas e academias de música.

Num universo de mais de 4.600 escolas, 145 estabelecimentos tiveram apenas um valor na nota média dos exames, sendo que a grande maioria (3.224) teve uma média de dois valores.

Já nas notas internas atribuídas pelos professores aos seus alunos, em apenas 170 escolas a média foi negativa.

As duas academias de música privadas que levaram alunos a exames tiveram médias positivas: a Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa (3,73 valores) e a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, em Setúbal (3,06 valores).

Todos os alunos que chumbaram na primeira fase das provas, em maio, puderam repetir os exames no início de julho. Na primeira fase foram realizadas 212.239 provas e na segunda 8.135. A Lusa contabilizou as duas fases, ou seja 220.374 exames.

Matemática chumba mais de metade das escolas

Os alunos do 4.º ano do Colégio Sá Miranda, em Lisboa, obtiveram a melhor média na prova de Matemática, exame que colocou mais de metade dos estabelecimentos no grupo de escolas com média negativa.

No final do passado ano letivo, os finalistas do 1.º ciclo realizaram pela primeira vez uma prova nacional de Matemática. No total, foram convocados mais de cem mil alunos de 4.623 escolas de todo o país, ilhas e no estrangeiro.

Segundo uma análise feita pela Agência Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência, 2.554 escolas tiveram média negativa a Matemática (55,25%), contra as restantes 2.069 que conseguiram um resultado positivo.

Para encontrar as escolas com as melhores médias, a Lusa considerou apenas os estabelecimentos onde tinham sido realizados pelo menos dez provas.

Os doze alunos do Colégio Sá de Miranda, em Lisboa, destacaram-se ao conseguir uma média de 4,41 valores, seguindo-se os alunos do Bissaya Barreto, em Coimbra, (média de 4,404 valores nas 42 provas realizadas).

A Escola Básica de Mandim, na Maia, é a escola pública com melhores resultados a Matemática e surge em 13.º lugar da escala, com uma média de 4,17 valores nos 17 exames.

Já entre as escolas que obtiveram piores resultados médios, surge em primeiro lugar a Básica do Bairro 25 de Abril, em Moura.