A Associação de Professores de Português (APP) considerou esta quarta-feira que o exame nacional de Português do 12º ano “se pautou pelo equilíbrio e objetividade”.

Num parecer enviado às redações, relativo à prova que esta quarta-feira abriu o calendário de exames nacionais do 12.º ano, a associação analisa de forma positiva a composição do exame e a adequação das questões colocados aos alunos.

Apesar de os autores escolhidos para figurar no exame deste ano terem constituído uma surpresa para os alunos ouvidos esta manhã pela agência Lusa, o parecer dos professores de Português defende, de forma genérica, que a prova era constituída por questões bem formuladas, de forma objetiva.

A associação refere, por exemplo, que o excerto retirado da obra de Luís de Sttau Monteiro, "Felizmente há Luar", é um excerto “frequentemente analisado”, e que as questões relativas ao soneto de Camões não pressupunham um conhecimento “das linhas temáticas do poeta”.

Quanto ao texto do físico Carlos Fiolhais, dizem os professores que não devia haver margem para qualquer hesitação na escolha da resposta correta nas questões colocadas, e que, no último grupo, do texto expositivo-argumentativo, o tema apresentado era “abrangente", “dando possibilidade ao aluno de apresentar diferentes perspetivas”.

De acordo com dados divulgados ao final do dia pelo Júri Nacional de Exames (JNE), mais de 96% dos alunos inscritos no exame de Português do 12.º ano comparecerem à prova da 1.ª fase.