A GNR desmantelou uma rede de exploração ilícita de jogos no distrito de Évora, que terá originado uma fraude fiscal de cerca de dois milhões de euros, tendo sido constituídas arguidas 26 pessoas e cinco empresas.

Em comunicado enviado esta quarta-feira à agência Lusa, a Guarda indica que a rede foi desmantelada durante uma operação da Unidade de Ação Fiscal, apoiada pelo Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Évora, que decorreu na terça-feira.

A força de segurança realça que, nesta operação, efetuou, no distrito de Évora, 15 buscas domiciliárias e não domiciliárias, ordenadas pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

De acordo com a GNR, foram constituídas arguidas cinco empresas e 26 pessoas, com idades entre os 32 e os 56 anos, por suspeita de fraude fiscal.

A Guarda refere que apreendeu 67 dispositivos eletrónicos e mecânicos de acesso a jogos considerados ilícitos, vários dispositivos informáticos de armazenamento de dados, documentos contabilísticos e mercadorias e peças associadas aos crimes.

A rede, que atuava na região centro e sul do país, desenvolvia uma atividade de obtenção de lucros provenientes da exploração ilícita de jogos em estabelecimento de restauração e bebidas, explica a GNR, assinalando que a investigação já "durava há dois anos".

A força de segurança estima que o valor total da fraude fiscal seja de cerca de dois milhões de euros.