O edifício onde está localizado o arquivo fotográfico municipal de Lisboa foi esta manhã evacuado, após os funcionários apresentarem sintomas de intoxicação respiratória, disse à agência Lusa fonte policial.

A mesma fonte adiantou haver suspeitas de que um produto de limpeza esteja na origem da ocorrência.

A fonte da PSP contactada pela Lusa disse que várias pessoas se sentiram indispostas, «com sintomas de intoxicação respiratória», havendo a suspeita de que na origem dos sintomas possa estar um produto de limpeza/desinfeção utilizado, na quinta-feira, pelo próprio arquivo.

Uma funcionária foi transportada para o Hospital de São José, enquanto outras pessoas foram assistidas no local.

A mulher apresentava sintomas de irritação na pele e vómitos. Outras duas pessoas foram assistidas na tenda de campanha montada pelos bombeiros, devido a irritação na garganta.

Numa informação escrita enviada à Lusa, a Câmara de Lisboa confirmou a operação de desinfestação, acrescentando que «os produtos usados foram exatamente aqueles que se utilizam há 18 anos no arquivo» e que «ao fim de quatro horas do produto aplicado não há qualquer inconveniente para pessoas, bens e espólio».

«Registou-se um episódio de indisposição de uma funcionária da empresa que assegura a limpeza do arquivo fotográfico. De imediato foram chamados o INEM, Proteção Civil, Departamento de Higiene e Segurança e Bombeiros», informou a autarquia.

O município acrescentou que o Departamento de Saúde, Higiene e Segurança da Câmara esteve no local e solicitou a medição de oxigénio nas instalações, a qual se «revelou normal sem valores alterados».

A operação de socorro obrigou ao corte de trânsito entre a rua da Palma e o Martim Moniz, mas a circulação foi totalmente reposta cerca das 12:50, indicou o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que recebeu o alerta da ocorrência por volta das 10:10.

A empresa responsável pela desinfestação do arquivo já assegurou que, «na execução do serviço, os técnicos seguiram todas as normas de segurança exigidas».

Segundo a Cannon Hygiene, foi usado um produto que é «utilizado normalmente na execução do serviço em causa, sem ter sido detetado qualquer problema, neste ou em outros clientes, até à presente data».

Em comunicado, a empresa confirmou ter realizado, às 18:00 de quinta-feira, «um serviço de desinfestação contra lepismas, mais conhecido por bicho-prata», nas instalações do arquivo fotográfico e videoteca da Câmara Municipal de Lisboa.

«Na execução do serviço, os técnicos seguiram todas as normas de segurança exigidas pelo fabricante do produto utilizado, assim como as normas estabelecidas pela Cannon Hygiene», explicou a empresa.

O produto utilizado, acrescentou, «encontra-se devidamente autorizado e registado na Direção-Geral de Saúde, cumprindo assim as obrigações legais».

Contactado pela agência Lusa, o diretor-geral da empresa, António Santos, disse que este tipo de desinfestação é realizado naquele local de «três em três meses» e que, à semelhança das outras vezes, «o procedimento foi o mesmo».