Nos últimos quatro anos duplicou o número de estrangeiros que viajaram para a Suíça em busca do suicídio medicamente assistido. São mais de 600 pessoas e entre elas estão três portugueses, escreve o «Correio da Manhã».



Os dados são relativos aos anos entre 2008 e 2012. Mas em relação ao ano de 2013, a associação Dignitas, instituição que se dedica a ajudar suíços e estrangeiros na prática da eutanásia, avança que se inscreveram 23 portugueses.

Ao todo, 611 estrangeiros requereram o suicídio medicamente assistido na Suíça. Entre estes estão, por exemplo, 268 alemães, 126 britânicos, 66 franceses e oito espanhóis.

Na base dos pedidos estão as doenças degenerativas e o cancro. Por exemplo, para ajudar os interessados, a associação Dignitas impõe que os candidatos sofram de uma doença que cause dor incontrolável e insuportável.

Um estudo da Universidade de Zurique, citado pelo CM, diz que a maioria dos candidatos são mulheres, 59%, e a média de idades ronda os 69 anos. Quanto às causas que originam os pedidos no topo da lista estão as doenças neurológicas, com 47%; depois o cancro, com 37%. Seguem-se depois doenças cardiovasculares e reumáticas.