Portugal tinha, em 2013, a pior taxa de alunos do ensino básico que aprendiam uma segunda língua na União Europeia (35,2%), muito abaixo dos 81,7% de média dos 28 Estados-membros, divulgou esta quinta-feira o Eurostat.

Segundo o documento, que analisou o ensino das línguas em 30 países europeus, Portugal era o país que tinha menos alunos do primeiro e segundo ciclos do ensino básico a aprenderem uma língua estrangeira.

Tal como acontece na média da UE (77,1%), a segunda língua mais estudada em Portugal é o inglês (34,9%), seguindo-se o espanhol (0,1%).

Em 2013, segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, em Chipre, no Luxemburgo, em Malta e na Áustria todos os alunos do ensino básico aprendem uma segunda língua, seguindo-se a Croácia (99,9%), a Itália (99,7%), a Espanha (99,6%), a França (98,8%) e a Polónia (97,3%).

Em alguns Estados-membros são ensinadas duas línguas estrangeiras no ensino básico, nomeadamente no Luxemburgo (83,8%), seguindo-se a Estónia (32,8%) e a Grécia (25,9%).

No extremo oposto estão Portugal, com 35,2% dos alunos do básico a aprenderem uma segunda língua, a Bélgica (38,1%) e a Eslovénia (49,8%).

Em 2013, 17,7 milhões de alunos do ensino básico da União Europeia (UE) estudavam pelo menos uma língua estrangeira, o que representa 81,7% do total.

Este ano letivo, em Portugal, o ensino do Inglês para todos os alunos que agora entram para o 3.º ano do ensino básico passou a ser obrigatório.