Em 2014, 21.124 pessoas adquiriram nacionalidade portuguesa, 95% das quais eram oriundas de países fora da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Portugal é um dos 15 Estados-membros onde pelo menos nove pessoas em cada dez das que obtiveram cidadania eram oriundas de países externos à UE, numa lista dominada pela Estónia (100%), Bulgária (99%), Espanha, Lituânia e Roménia (98% cada), Grécia e Letónia (97% cada), Dinamarca, Portugal e Eslovénia (95% cada), Polónia (94%), Itália (93%), Reino Unido (92%), Croácia (91% e França (90%).

No extremo oposto encontra-se o Luxemburgo (82%) e a Hungria (77%), onde a maioria das concessões de nacionalidade foram para cidadãos de outro Estado-membro e, no primeiro caso, 37,8% eram portugueses.

Depois dos portugueses, a segunda maior percentagem de cidadãos europeus a receberem nacionalidade luxemburguesa foram italianos (12,9%), seguindo-se franceses (9,6%).

Dos estrangeiros que adquiriam nacionalidade portuguesa em 2014, 22% eram brasileiros, 15,7% ucranianos e 15,1% cabo-verdianos.

Na média da UE, o maior número de nacionalidades foi concedida a cidadãos marroquino, num total de 92.700 pessoas, 88% das quais se nacionalizaram espanholas, italianas ou francesas, seguindo-se albaneses (41.000 pessoas), turcos (37.500), indianos (35.300) e equatorianos (34.800 pessoas).