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PJ elogiada no combate ao tráfico de droga

Director da Europol elogia o trabalho da Polícia Judiciária

Por: Redacção / CMM  |  28- 3- 2010  14: 0

PJ apreende 28 quilos de cocaína

A participação da polícia portuguesa na Europol está a dar resultados no combate às redes internacionais de tráfico de droga, que se vêem obrigadas a procurar outros pontos de entrada na Europa, afirmou o director daquela organização, Rob Wainwright.

Em declarações à agência Lusa, Rob Wainwright afirmou que «só em 2009 Portugal iniciou através da Europol mais de 200 operações de combate ao crime e ao terrorismo e associou-se a centenas de outras iniciadas por outros países».

«Um terço dessas operações concentrou-se no combate ao tráfico de droga. Portugal é especialmente afectado pelo fluxo de cocaína que vem da América Latina. As autoridades portuguesas, em colaboração com as espanholas, britânicas e francesas, deram uma resposta muito eficaz a esta ameaça, com excelentes esforços coordenados, auxiliados com informações da Europol», disse.

Rob Wainwright frisou que «o sucesso das autoridades portuguesas e de outros países contra as organizações de tráfico colombianas obrigou-as a ter que encontrar outras maneiras de trazer cocaína para a Europa», recorrendo mais à «África Ocidental e até ao Mediterrâneo, através do Adriático, e à Europa Central e de Leste».

«No último ano, as polícias europeias conseguiram impedir a entrada de mais de cem toneladas de cocaína, no valor de milhões de euros», acrescentou.

Entre outros «sucessos» em que as polícias portuguesas, nomeadamente a Judiciária, estiveram envolvidas, o director da Europol citou operações contra «o tráfico de seres humanos, de vítimas que são trazidas para a Europa para exploração sexual ou laboral».

Colaboração entre polícias europeias é fundamental

Com criminosos e redes organizadas cada vez mais apetrechadas a explorarem uma população deprimida pela crise económica, a colaboração entre polícias europeias é essencial para as travar, defende o director da Europol.

«O que vemos hoje são criminosos muito inteligentes, com muitos recursos, mão-de-obra e dinheiro. São predadores da pobreza de vítimas que tentam fugir de condições de vida difíceis, desesperadas por ter uma vida nova», disse Rob Wainwright.

Todos os anos, a Europol coordena as polícias europeias na investigação a «mais de dez mil casos» de crimes praticados por redes criminosas internacionais, por vezes com operações simultâneas em vinte países.

Uma missão em que há «com certeza dificuldades», admite o director da Europol, uma vez que coordenar 27 polícias diferentes, «cada uma com a sua história e cultura de combate ao crime» é exigente. No entanto, prevalece o objectivo de conseguir criar «novos métodos», aproveitando a experiência de cada uma, garante Rob Wainwright.

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