A esmagadora maioria dos portugueses (90%) é da opinião que a corrupção é generalizada no país, mas menos de 1% dos inquiridos reconhece ter-lhes sido alguma vez solicitado um suborno, segundo um inquérito Eurobarómetro divulgado esta segunda-feira, em Bruxelas.

Com 90% de inquiridos a responderem que a corrupção é acentuada no país, Portugal está acima da média da União Europeia (UE 76%).

No entanto, Portugal apresenta resultados acima da média da UE (4%), quando apenas 1% os inquiridos responderam afirmativamente quando questionados sobre se nos últimos 12 meses alguém pediu ou esperou que lhe pagasse um suborno por serviços prestados.

Ainda assim, e segundo o Eurobarómetro, 36% dos cidadãos portugueses consideraram que são atingidos pela corrupção no seu quotidiano (UE 26%).

Um total de 72% de portugueses respondeu que a corrupção no país aumentou (uma subida de quatro pontos em relação ao Eurobarómetro de 2013, acima da média da UE (56%), sendo que o aumento registado nos 28 é de nove pontos.

Foram feitas 1026 entrevistas diretas pessoais entre 24 de fevereiro e 10 de março de 2013.

A nível da UE, os países cujos cidadãos mais consideram que a corrupção é uma prática generalizada são Grécia (99%), Itália (97%), Lituânia, Espanha e República Checa (95%), Croácia (94%) Roménia (93%) Eslovénia (91%), Portugal e Eslováquia (90%).

No extremo oposto encontram-se os países nórdicos, onde a maioria da população considera que a corrupção é um fenómeno raro: Dinamarca (75%), Finlândia (64%) e Suécia (54%).