Por: tvi24 / SM | 23- 2- 2012 19: 9
A decisão de acabar
com a emissão de vistos para portugueses candidatos à emigração nas representações dos EUA em Lisboa e Ponta Delgada
resultou de «uma questão de recursos», disse à Lusa o cônsul americano na capital portuguesa.
Em resposta escrita,
o cônsul Christopher Richard sublinhou que «o Departamento de Estado [dos EUA] está a procurar formas de usar os recursos
disponíveis para melhor satisfazer as necessidades dos imigrantes em todo o mundo».
«[Como] recentemente o número
de vistos para imigração tem caído em Portugal ¿ em 2010, foram emitidos 134 na embaixada em Lisboa e 32 no consulado de Ponta
Delgada», Washington decidiu «centralizar em Paris as operações de vistos para imigração de França e Portugal», informou o
cônsul norte-americano, destacando que esta situação já acontece, por exemplo, nos países nórdicos ¿ os pedidos de noruegueses,
dinamarqueses e suecos são todos processados na embaixada em Estocolmo (capital da Suécia).
Mesmo em países com maior
emigração para os Estados Unidos, como Brasil e China, os processos estão já concentrados num só local (Rio de Janeiro e Guangzhou,
respetivamente), referiu ainda.
«Em Portugal, vamos concentrar-nos no que mais nos ocupa neste momento ¿ o processamento
de pedidos para vistos de não-imigração e os serviços à comunidade americana».
Em comunicado emitido na quarta-feira,
a representação dos Estados Unidos em Portugal anunciou que, a partir de março, a embaixada em Lisboa e o consulado geral
em Ponta Delgada (Açores) vão deixar de emitir vistos de imigração para portugueses, passando o processo a ser assegurado
pela representação norte-americana em Paris (França) - deslocação que terá de ser custeada pelo próprio candidato.
A
alteração foi desvalorizada
pelo Governo português, que sublinhou «a prioridade» dos vistos de turismo.
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