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Petição online em defesa do Es.Col.A

Documento já tem mais de 800 subscritores

Por: tvi24 / PP    |   2012-04-19 23:40

A petição online «o Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia», em defesa da escola da Fontinha e destinada ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, já tem mais de 800 subscritores.

O coletivo Es.Col.A foi hoje despejado da antiga escola primária da Fontinha, ação que resultou em confrontos entre a polícia e os elementos do movimento, acabando três pessoas por ser detidas e acabando com julgamento marcado para 02 de maio, às 14:00, no Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto.

Sob o mote «Tod@s pela Fontinha», a petição online, destinada ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, acusa a autarquia de, «ao não ter cumprido com o acordado», estar «a tentar matar algo que reabilita a zona do centro do Porto e que tem o apoio da população».

«O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia», defende a petição, que conta já com mais de 800 subscritores.

Os elementos afetos ao Es.Col.A ¿ Espaço Coletivo Autogestionado do Alto da Fontinha, após o despejo, manifestaram-se na esquadra da Polícia de Segurança Pública do Heroísmo, depois na Câmara do Porto ¿ onde um manifestante se regou com um líquido que disse ser gasolina e ameaçou imolar-se ¿, tendo regressado posteriormente à Fontinha.

O cordão policial que cortou o acesso à rua onde se localiza a escola da Fontinha foi entretanto aberto, tendo sido permitido aos elementos do movimento ¿ já bem menos cerca das 22:00 - que se colocassem à frente do portão da escola, fechado a cadeado.

Alguns minutos após as 22:00, os manifestantes que restavam desmobilizaram, tendo ficado apenas no local o dispositivo policial.

A escola da Fontinha foi, após o despejo, limpa e entaipada pelos funcionários da Câmara do Porto, estando todos os acessos (janelas e portas) tapados com chapas de ferro.

A Câmara do Porto revelou hoje que estava disponível a permitir a ocupação do Es.Col.A até ao fim de junho, desde que fosse formalizado um contrato de cedência e o pagamento de uma renda simbólica de 30 euros.

Foi perante «a incompreensível recusa do grupo em aceitar estas condições mínimas exigidas por lei» e «aplicadas a qualquer cidadão ou instituição» que se procedeu ao despejo coercivo, explica a autarquia, em comunicado.

O Es.Col.A, movimento que se mantinha na escola desde abril de 2011, é um projeto sem fins lucrativos que oferece várias valências, como aulas de desenho, ioga ou guitarra e um clube de xadrez para todas as idades.

Para sexta-feira, às 18:00, o coletivo tem marcada uma assembleia-geral para debater a situação e as próximas ações a realizar.

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FOTOGALERIA:
Desocupação da Escola da Fontinha

Desocupação da Escola da Fontinha - PEDRO GRANADEIRO/LUSA EM CIMA: Desocupação da Escola da Fontinha - PEDRO GRANADEIRO/LUSA

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