A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde vivem 3,6 milhões de pessoas, tinha em 2011 mais de um terço dos sem-abrigo residentes em Portugal, segundo um documento da Administração Regional de Saúde (ARS).

O Perfil de Saúde e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo 2015, que será apresentado terça-feira, tem dados de 2011 e 2012.

O documento indica que, em 2011, foram contabilizados 261 sem-abrigo, o que representa 37,5% da população residente sem-abrigo de Portugal e 39,4% da do continente.

Em 2012, os dados referem que o índice de dependência de jovens (24,1), o índice de dependência de idosos (30,9) e o índice de dependência total (55,1) aumentaram, comparativamente a 2001.

Nesse período, o grupo etário com maior número de efetivos foi o dos 25 aos 64 anos, com cerca de 2.023.700 habitantes, o que representa mais de 50% da população da região.

A população idosa, com 65 ou mais anos, representava nesse ano 19% da população da região e os muito idosos (75 ou mais anos), 8,9%.

A taxa bruta de natalidade tem decrescido desde o ano 2003: 12,1 nados-vivos por mil habitantes, em 2000, e 9,8 nados-vivos por mil habitantes, em 2012.

Em relação à taxa de mortalidade, esta passou de 5,9 óbitos infantis por 1000 nados-vivos no triénio 1996-1998 para 3,2 óbitos infantis por 1000 nados vivos no triénio 2005-2007.

Em 2012, a taxa bruta de mortalidade nesta região (10%) era semelhante à do continente (10,3%).

O documento refere que, entre 2001 e 2011, se registou uma diminuição da despesa em cultura e desporto na região (menos 16,3%, o que corresponde a menos 33.230 mil euros).

Em 2011, a despesa em cultura e desporto (170.915 mil euros), representava 25,2% desta despesa a nível nacional.

A taxa de criminalidade na Região foi, em 2011, de 44,4 crimes por mil indivíduos da população residente, valor superior ao registado a nível nacional e de Portugal Continental, como apurou a Lusa.