Um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Universidade de Aveiro revela que o tom de pele tem impacto estético de relevância, podendo, inclusive, influenciar o sentido de voto do eleitorado feminino.

“Uma vez que a atratividade tem uma influência incontornável em contextos sociais, influenciando, entre outras coisas, quem é que cuidamos, em quem é que votamos, e por quem nos sentimos atraídos sexualmente, o estudo assume bastante importância, destacando a cor da pele como fator de impacto estético de grande relevância”, refere o trabalho da equipa de psicólogos da Universidade de Aveiro.

O estudo é “o primeiro a demonstrar que a cor da pele no global, e não só alguns dos seus componentes, difere entre homens e mulheres caucasianos e que esta diferenciação assume um importante papel nas perceções de atratividade facial, com um impacto significativo ao nível das relações e preferências interpessoais”.

Os investigadores começaram por medir a cor da pele de 50 homens e de 50 mulheres, todos caucasianos, concluindo que os homens têm uma cor mais escura, avermelhada e amarelada que as mulheres.

Essa informação de cor foi depois utilizada para alterar fotografias de faces de homens caucasianos fazendo com que estes tivessem um tom de pele mais feminino ou mais masculino.

Para testar as preferências, 161 participantes caucasianas do sexo feminino foram convidadas a manipular em computador o tom das faces dos homens de forma a torná-las o mais atraentes possível.

“O que se observou foi que as participantes, em média, durante a manipulação das fotos com as caras dos homens, aumentaram a masculinidade da cor em busca do maior nível de atratividade”, descreve Mariana Carrito.

Com base nos resultados os investigadores concluem “que as mulheres parecem gostar de homens com um tom de pele que evidencie a sua masculinidade, uma vez que esta característica lhes sugere que estão perante um parceiro que irá garantir uma descendência saudável e protegida”.

O estudo da UA contou também com a participação de Carmen Lefevre, Ross Whitehead e David Perrett do “Perception Lab” da Escola de Psicologia e Neurociências da Universidade de St Andrews (Escócia).