A Associação Académica da Universidade do Minho considera que a manutenção das propinas em 2015, sem aumento, é uma «conquista» de «todos» os estudantes, e «saúda» o reitor da instituição por «rejeitar projetar» nos alunos as dificuldades «causadas pela tutela».

Segundo o comunicado enviado esta segunda-feira à agência Lusa pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), o reitor da instituição, António Cunha, «formalizará, na próxima reunião do Conselho Geral, uma proposta de fixação do valor de propinas» para 2014/2015, que «prevê a manutenção desse valor em 1037,20 euros».

No texto, a associação académica destaca que a manutenção daquele valor, «pelo segundo ano consecutivo», resulta de «um trabalho de constante reivindicação e defesa dos interesses dos estudantes», por parte dos dirigentes associativos, sem deixar de salientar que, ainda assim, é um valor «demasiado elevado» para os estudantes suportarem.

«Esta é, assim, uma conquista de todos os estudantes, que ano após ano têm lutado responsavelmente por condições justas de acesso e frequência no Ensino Superior, através de uma argumentação sólida e de uma intervenção eficaz», afirma a AAUM.

A academia «saúda esta decisão do reitor da UMinho», porque, «desta forma, rejeita projetar os problemas criados pela tutela, através da diminuição brusca de financiamento público, nos seus estudantes e respetivas famílias».

Além disso, explanam os estudantes, ao manter o valor da propina, a UMinho «reconhece o contexto socioeconómico adverso da região em que está inserida e demonstra sensibilidade face aos sacrifícios cada vez maiores daqueles que frequentam o Ensino Superior nos dias que correm».

Ainda assim, a AAUM salienta que o «atual valor de propinas permanece demasiado elevado face aos rendimentos médios das famílias portuguesas e que o mesmo leva a uma diminuição dos incentivos para ingressar no Ensino Superior».

Por isso, adiantam, «os representantes da AAUM e os seus membros eleitos nos órgãos institucionais da Universidade, mantendo a sua coerência no que a esta matéria diz respeito, votarão de acordo com esta posição», no conselho geral onde se irá discutir a questão.

«O congelamento do valor da propina é um esforço que merece reconhecimento, tendo em conta as dificuldades que as universidades têm atravessado nos últimos anos, em resultado da ação dos sucessivos governos», aponta a AAUM.

O conselho geral da Universidade do Minho vai reunir-se a 26 de maio.