O procurador que arquivou o inquérito relativo às mortes na praia do Meco vai apresentar uma queixa-crime contra os familiares de cinco das seis vítimas da tragédia e contra o advogado que os representa.

Joaquim Moreira da Silva disse ao «Expresso» que a decisão é irreversível e que estão em causa crimes de difamação agravada e denúncia caluniosa.

Os familiares de cinco das seis vítimas criticam a forma como a investigação foi conduzida.

No requerimento em que pede a abertura da instrução, o advogado das famílias acusa mesmo o procurador de faltar à verdade relativamente às declarações do médico que assistiu o único sobrevivente, na noite de 15 de dezembro do ano passado.

A queixa-crime será apresentada logo que o tribunal de Almada decida o pedido de abertura de instrução feito pelos familiares das vítimas.