A organização da Queima das Fitas de Coimbra estima que tenham entrado 100 mil pessoas nas oito noites do evento, prevendo uma redução do lucro em comparação com 2013.

Apesar de os números de «afluência» serem «semelhantes a 2013» ¿ a festa termina esta sexta-feira -, o secretário-geral da Queima das Fitas, André Gomes, prevê que o lucro do evento deste ano seja «menor do que o ano passado», sem adiantar valores.

O decréscimo do lucro registado deve-se, segundo André Gomes, à «quebra transversal nas concessões, de 10% na comida e na ordem dos 50% nas bebidas», em que apenas a concessão da cerveja se mantém devido ao contrato de cinco anos celebrado com uma marca, que garante um valor igual enquanto o contrato está em vigor.

«Os estudantes consomem cada vez menos no recinto, porque optam por comprar e consumir noutros locais», explicou o secretário-geral, referindo que «a quebra no poder de compra» dos estudantes observado em 2013 teve impacto nas concessões realizadas neste ano.

Apesar de algumas «noites fracas», a noite de sábado, 10 de maio, em que atuou o holandês Afrojack, foi «a noite em que mais gente entrou nos últimos anos», registando-se uma maior afluência que «nos concertos de Steve Aoki [em 2012] ou de Hardwell [em 2013]».

Também durante a Queima das Fitas registaram-se pequenos incidentes.

O concerto de 2manydjs, duo belga, foi cancelado à última hora, devido a um atraso «de mais de duas horas» do voo que «não permitiu que estivessem cá a horas para atuar», tendo sido substituídos pelo português Dj Ride, aclarou.

No dia do cortejo da Queima, o palanque do júri que avaliava os carros alegóricos, situado na Praça da República, cedeu, não causando qualquer ferido, e na quinta-feira, 15 de maio, os grupos académicos que iriam tocar durante o Chá Dançante recusaram-se a atuar.

«Existiu um erro por parte da organização e ocorreu uma alteração no alinhamento que não estava prevista», explicou André Gomes, referindo que, face a essa alteração, os três grupos académicos decidiram tocar fora do Convento de Santa Clara-a-Nova.

«A organização tem de ver onde errou, para que isto não volte a acontecer», disse.

Até ao momento, a agência Lusa não conseguiu contactar qualquer um dos grupos académicos.

A Queima das Fitas de Coimbra, que começou a 9 de maio, termina esta sexta-feira com o concerto dos Knife Party, em que André Gomes espera que entrem no recinto «25 a 30 mil pessoas».