O grupo de mais de noventa alunos e professores portugueses que ficaram retidos na segunda-feira ao largo do porto de Calais, em França, devido a uma greve de estivadores, já está todo reunido em Poitiers.

O grupo viajava em 'ferries' diferentes, tendo um dos navios conseguido autorização para acostar no porto de Calais ao início da noite de segunda-feira e os alunos seguido viagem de autocarro até Poitiers, onde chegaram às cinco da manhã, disse à Lusa a professora Glória Leite.

Um segundo ferry que transportava o restante grupo - 45 alunos - teve de regressar a Dover, em Inglaterra, na noite de segunda-feira, onde os estudantes aguardaram para continuar viagem através do Eurotúnel até França, onde chegaram "por volta da 01:15", precisou a subdiretora do agrupamento de escolas José Estêvão em Aveiro.

"Eles primeiro vieram até Calais de barco, depois voltaram para trás e ficaram em Dover bastantes horas. Depois, regressaram a Calais através do Eurotúnel e chegaram a França por volta da uma e um quarto da manhã. A Poitiers, chegaram esta manhã, às oito da manhã", descreveu Glória Leite.


Os 91 alunos continuam a visita de estudo no parque temático Futuroscope, em Poitiers, estando "bastante cansados já que esta parte não estava no programa", afirmou a professora, frisando que "a malta está bem-disposta" porque se trata de "gente rija que não vai abaixo assim com qualquer coisa".

"Ontem foi um dia muito duro para nós todos. Uns passaram dez horas a andar de um lado para o outro, nós estivemos mais de oito horas parados no barco. Foi mais de meio-dia estragado na nossa visita de estudo", disse Glória Leite, sublinhando que não fica com má recordação da viagem, apenas "com pena de não ter cumprido o último dia do programa como estava previsto" e de não ter havido o necessário descanso.

Os alunos, do 9º ano do agrupamento de escolas José Estêvão em Aveiro, regressam esta noite a Portugal, de autocarro, prevendo-se a chegada na quarta-feira, depois de uma visita de estudo iniciada a 22 de junho que também contemplou Paris e Londres.

Os trabalhadores da companhia MyFerryLink começaram a barrar o porto de Calais ao início da tarde de segunda-feira por se oporem ao fim de contratos de fretamento com o grupo Eurotunnel, o qual rubricou novos contratos com uma companhia dinamarquesa.