Os estudantes da Associação Académica de Coimbra (AAC) aprovaram, esta quinta-feira de madrugada, a moção de legitimação para a continuidade da atual direção-geral, apesar da demissão de um dos membros do Conselho Fiscal e de críticas de chantagem.

A moção de legitimação, aprovada por larga maioria em assembleia magna, foi apresentada por Ricardo Morgado, atual presidente da direção-geral da AAC, para garantir a continuidade dos atuais corpos gerentes, até que seja possível ao novo presidente tomar posse.

A tomada de posse de Bruno Matias como novo presidente da Associação Académica de Coimbra, marcada para 30 de janeiro, foi suspensa devido a um procedimento cautelar acionado pela lista derrotada, esperando-se agora uma decisão do Tribunal de Coimbra.

«A suspensão do normal funcionamento da AAC seria catastrófica para a instituição», dizia a moção apresentada por Ricardo Morgado, questionando os estudantes se queriam «uma AAC de gestão fraca e frágil ou uma AAC legitimada e a funcionar».

Ricardo Morgado já tinha afirmado à agência Lusa que, caso a moção fosse reprovada, se demitiria, podendo a administração da associação ser entregue a uma comissão de gestão.

Enquanto não houver uma decisão por parte do Tribunal de Coimbra, a atual direção permanece assim na gestão da AAC, comprometendo-se em continuar «a responder aos diversos ataques que têm sido feitos ao Ensino Superior».