Mais de 6.500 militares da GNR vão reforçar o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nas estradas do país entre as 00:00 de quarta-feira e as 24:00 de domingo, no âmbito da operação «Ano Novo Seguro», anunciou esta terça-feira a corporação.

A GNR adianta, em comunicado, que o patrulhamento e a fiscalização rodoviária serão intensificados nos itinerários e locais associados às festividades do Ano Novo, com «o objetivo de prevenir a sinistralidade rodoviária».

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da GNR, Marco Cruz, precisou que o reforço do patrulhamento irá incidir, principalmente, nas autoestradas do Norte (A1), do Sul (A2), na A5, que liga Lisboa a Cascais, e na A22 (Via do Infante, no Algarve), «não descurando todos os outros itinerários de norte a sul de Portugal».

Durante todo o período da operação serão empenhados 6.572 militares, pertencentes à Unidade Nacional de Trânsito, aos comandos territoriais e à Unidade de Intervenção, adianta a GNR.

Os militares irão estar «particularmente atentos» à condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, ao excesso de velocidade e à falta de utilização do cinto de segurança e dos sistemas de retenção.

A falta de habilitação legal para conduzir, o uso de telemóvel durante a condução e o incumprimento das regras de trânsito são outras situações a que os militares da GNR irão estar atentos.

O major Marco Cruz adiantou que esta operação tem «dois grandes objetivos»: o primeiro relacionado com o Ano Novo e o segundo fazer o acompanhamento dos portugueses a casa, depois de uma deslocação às suas terras natais.

«A operação acaba por se prolongar um pouco mais no tempo, em comparação com o ano passado, em virtude de muitas pessoas ainda permanecerem desde a altura do Natal» fora de suas casas, explicou o porta-voz da GNR.


Na operação Ano Novo 2013/2014, que decorreu nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, foram detetados 433 condutores com excesso de álcool, 126 dos quais foram detidos por conduzirem com taxa igual ou superior a 1,20 g/l de álcool no sangue.

Além das infrações relacionadas com o álcool, foram ainda detetados 529 condutores em excesso de velocidade e registadas 54 infrações relacionadas com a falta de cintos de segurança e sistemas de retenção para crianças.

A GNR adverte que «a condução sob a influência de álcool, o excesso de velocidade e a não utilização dos cintos de segurança em todos os lugares da viatura constituem três das principais causas de vítimas nas estradas portuguesas».

No comunicado, a GNR apela «a que sejam cumpridos os limites definidos por lei para que todos possam ter um 'Ano Novo' seguro».