O número de mortos em acidentes envolvendo veículos pesados aumentou 40 por cento em 2013 em relação a 2012, tendo-se registado 28 vítimas mortais no ano passado em Portugal, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Os dados foram avançados pelo presidente da ANSR, Jorge Jacob, em Madrid, onde hoje participou num seminário sobre segurança rodoviária com o tema «Três visões, uma missão: salvar vidas», dedicado aos transportes pesados.

De acordo com o presidente da ANSR, nos últimos três anos têm aumentado as vítimas mortais em desastres nas estradas portuguesas com veículos pesados.

Os acidentes envolvendo veículos pesados provocaram 28 mortos no ano passado, tendo causado 20 vítimas mortais, em 2012, 15, em 2011 e 13, em 2010.

Também os feridos graves aumentaram no ano passado, tendo os acidentes envolvendo veículos pesados provocado ferimentos graves em 41 pessoas, contra os 31 de 2012.

No total registaram-se 1655 acidentes com veículos pesados no ano passado, mais 21 do que em 2012, quando ocorreram 1634.

Jorge Jacob adiantou que, entre 2004 e 2013, os acidentes com veículos pesados causaram 228 mortos, 519 feridos graves e 7945 feridos ligeiros, sendo o peso no total das vítimas mortais de 2,9 por cento.

O presidente da ANSR disse também que 80 por cento dos acidentes com veículos pesados ocorreram fora das localidades.

Na sua intervenção, Jorge Jacob destacou também a importância dos acidentes rodoviários registados em trabalho e, citando estimativas internacionais, sublinhou que seis em cada 10 acidentes de trabalho que resultam em morte do trabalhador são acidentes na estrada.

Em Portugal, os acidentes de trabalho mortais mais significativos estão relacionados com veículos terrestres (32,1 %) e com os edifícios, construções e superfícies acima do solo (19,1 %), que refletem, respetivamente, os acidentes de viação e as quedas em altura, adiantou o presidente da ANSR.

Em Madrid, Jorge Jacob deu ainda a conhecer os pontos principais da revisão intercalar que está a ser feita em Portugal da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária.

Nesse sentido, avançou com os principais objetivos até 2015, que passam pela «melhoria da segurança dos condutores, proteção dos utentes vulneráveis, aumento da segurança dentro das localidades, redução dos principais comportamentos de risco, melhoria do socorro, tratamento e do seguimento das vítimas, infraestruturas mais seguras e promoção da segurança dos veículos».